Não! Não poderemos entrevistar o presidente dos Estados Unidos. Se fosse possível, e aproveitando que pela foto ele tem interesse em crianças (vejam contudo que esta criança está sabiamente aborrecida), perguntariamos sobre o número de crianças mortas desde a invasão americana; perguntariamos sobre a taxa de mortalidade infantil no Iraque, que antes da invasão do Bush pai, era semelhante à do Brasil. e hoje sequer pode ser contabilizada; perguntariamos se o bombardeio da população civil tem como objetivo de guerra quebrar o ânimo dos iraquianos, inclusive velhos e crianças ou é erro de cálculo. Mas esta entrevista não ocorrerá... em breve teremos uma entrevista real, com quem realmente se preocupa com crianças.
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Ainda não temos um entrevistado. Reproduzimos aqui a crônica de Clovis Rossi de A Folha de São Paulo de 10/07/07: "O desastre consentido":
"O editorial do "New York Times" que pede a retirada das tropas norte-americanas do Iraque tende a ser um divisor de águas, que poderia ser resumido assim: "Até aqui, chegamos. Agora é hora de rever tudo".
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Crianças e adolescentes usados como soldados ou explorados sexualmente ou no trabalho, são formas gravíssimas de trabalho infantil. No dia 12/07 comemorou-se o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Para lembrar essa data, estamos divulgando a entrevista dada ao jornal Folha de São Paulo por Ishmael Beah, menino-soldado em Serra Leoa e que lançou agora o livro com seus relatos: "Muito longe de casa" (Ediouro).
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Excelente e longa entrevista concedida pelo psicólogo norte-americano William Pollack, sobre as causas da agressividade dos adolescentes, dada ao jornalista Antônio Gois de A Folha de S. Paulo, em 6 de agosto. Afirma Pollack que a falta de atenção recebida na escola e na família está fazendo com que os garotos tenham problemas de aprendizado e fiquem mais agressivos. A situação não é nova, diz ele, mas a chance de um menino se envolver em algum tipo de violência no EUA, como agressor e vítima, é cinco ou seis vezes maior do que uma menina. E isso é tendência crescente nos últimos 20 anos. (Foto: Peter Cosgrove)
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Fundador da Abrapia, uma das mais ativas ONGs de combate à exploração sexual infanto-juvenil, o Pediatra Lauro Monteiro Filho explica porque decidiu fechar as portas da organização.
Há mais de 20 anos ele promove e defende os direitos de crianças e adolescentes. Fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e a Adolescência (Abrapia), o pediatra Lauro Monteiro por muito tempo levou adiante o trabalho da ONG por idealismo. Em suas palavras, "tinha um sonho a concretizar". Duas décadas após a criação da organização, porém, ele está decepcionado. A falta de apoio financeiro fez com que decretasse o fim da entidade, responsável pela criação de serviços de atendimento e denúncia contra a exploração sexual infantil, além de campanhas contra o bullying (comportamento agressivo em escolas) em todo o país. Empresas e Estado deixaram de apoiar seus projetos. Devido às dificuldades que encontrou nos últimos anos, ele recomenda cuidado a quem pensa em abrir uma organização não-governamental. "Parei de procurar apoio. Meu conselho hoje em dia aos idealistas é 'não abra uma ONG'". Nesta entrevista, o pediatra conta as razões de sua frustração. (15/08/2007)
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Finalmente temos uma entrevistada que realmente entende de crianças e adolescentes. A Dra Maria de Fátima Goulart Coutinho é Presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ), para o triênio de 2007 a 2009.
O pediatra Lauro Monteiro, fundador da Abrapia e idealizador do site Observatório da Infância, explica nessa entrevista o que é o bullying - uma situação caracterizada por atos agressivos e repetitivos de uma criança ou adolescente contra um/a colega e que pode trazer conseqüências graves para as vítimas. Entrevista concedida à jornalista Danielle Bittencourt e divulgada no site www.mobilizadores.org.br.
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